Instagram e TikTok polarizam disputa pela atenção de marcas e creators

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Instagram e TikTok têm ampliado a concorrência em torno da preferência de marcas e influenciadores quando o assunto é conteúdo em vídeo curto. A constatação é da pesquisa “Por trás da trend: quem está fazendo o short vídeo acontecer no Brasil”, desenvolvida pela Youpix e Nice House,  divulgada com exclusividade pela Forbes Brasil. O segmento de vídeos curtos é, atualmente, um dos mais relevantes responsáveis pela geração de receitas com publicidade dos criadores de conteúdo.

Para os profissionais de marketing, a rede social da Meta lidera em atratividade sendo a preferida de 84,7%. Em segundo lugar está o TikTok, com 11,1% de preferência pelas marcas. Kwai está em terceiro com 3,5% e Youtube Shorts com 0,6%. As marcas consultadas pela pesquisa afirmam que, em 2022, pretendem completar entre 5 e 15 campanhas envolvendo o formato e as respectivas redes.

Já na escolha dos criadores de conteúdo está o TikTok, com 56,7% da preferência. Para este grupo, o Instagram está em segundo com 36,6%. Kwai mantém 3,5% e YouTube Shorts 3,1%. A pesquisa se propõe a mapear o cenário do uso de vídeos curtos no Brasil tendo em vista o aumento da demanda e o foco das plataformas neste formato. No total, fora ouvidas mais de 397 pessoas sendo 172 marcas e 225 criadores.

“Enquanto o TikTok tem atraído um público criador de conteúdo e focado em patrocínio de meios que conversam com as marcas, o Instagram tem lançado junto aos seus produtos de mídia, consultoria com creators e também trouxe o Creators Funds para o Brasil, para que criadores sejam remunerados pelos conteúdos que publicam no Reels. Entendo que o mercado é grande o suficiente para que os dois existam, mas tenho esperança que o criador de conteúdo seja cada vez mais valorizado pelas plataformas”, explica Mari Galindo, cofundadora da Nice House.

Para Bia Granja, cofundadora e CCO da Youpix, o mercado é amplo o suficiente pra acomodar a participação de ambas. “Inclusive, faz parte do futuro desse mercado essa descentralização. Cada uma tem modelos de criação e consumo de conteúdos diferentes, com o TikTok explorando uma lógica de distribuição de conteúdo, onde o foco é alcance. E o Instagram ainda vem fortemente apoiado em comunidades, em conexões entre pessoas. Sempre deve haver espaço pra uma plataforma mudar, evoluir pra não morrer, mas elas não precisam ser todas iguais. E até agora, nenhuma acertou num formato de remuneração dos creators.”

Quando o recorte são os temas em alta nas plataformas, o Humor predomina como conteúdo sendo o segmento principal de 27,8% dos criadores, seguido por Lifestyle com 24,2%, Moda, 13,8% e Entretenimento, 8,9%. O formato predominante no conteúdo em vídeo é composto pelas dancinhas, escolhida por 29,5% dos usuários. Em segundo lugar estão tutoriais educativos e em terceiro, com 19,2%, os assuntos que estiverem em alta no momento.

“Dentro dos comportamentos mapeados sobre a Geração Z, existe uma máxima que é: entretenimento primeiro, depois a informação. É muito difícil desassociar humor de internet, principalmente no Brasil, na minha opinião é que isso vai além da geração e entra no DNA da cultura brasileira. O humor facilita muitas vezes passar informações complexas de um jeito fácil e leve. Não vejo risco para as marcas se o humor for usado no momento certo”, destaca Mari Galindo.

Via:ForbesBR

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