Tia é presa em Manaus por torturar sobrinho de 8 anos por errar tarefa de matemática

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Manaus/AM – Uma mulher de 42 anos foi presa na manhã desta sexta-feira (9), por espancar e torturar o próprio sobrinho, um menino de 8 anos, na casa onde moravam no bairro Cidade de Deus, na zona norte.

A tortura é foi motivada porque a criança errou uma conta, como explica a delegada Joyce Coelho: “Os motivos das agressões são os mais banais possíveis, mas nesse caso das mãos, eles relatou que errou uma conta e ela acabou cometendo esse ato de extrema violência”.

A vítima é do Pará e foi dada pela mãe para ser criada por um primo a quem chama de tio. Contudo, a vítima era constantemente vítima de violência pela esposa do homem que tem três filhos adolescentes.

O caso foi descoberto no dia 23 de agosto, quando a criança chegou à escola com várias marcas no corpo.

A professora já havia notado outros hematomas no corpo da criança em situações anteriores, mas o menino sempre tentava esconder com camisas de manga longa.

Porém, dessa vez, a professora notou que ele mal conseguia segurar lápis de tão inchadas que estavam suas mãos e encontrou marcas na cabeça e no lábio do aluno.

A mulher informou a situação para a direção da escola e em uma conversa particular como garoto, ele revelou que havia sido agredido pela tia, que ficou irritada porque ele errou uma atividade de matemática.

A direção da escola foi comunicada e acionou o Conselho Tutelar e a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). 

“Ele tinha o lábio quebrado, hematomas na cabeça, nos ombros, vários tipos de lesões antigas e recentes e até sinal de esganadura. Percebemos que ele era constantemente torturado por aquela mulher e ele estava no seio daquela família há somente 7 meses e ele já tinha passado por diversos episódios de violência”, destaca a delegada.

Assim que a denúncia foi feita e o garoto por exames de corpo de delito ele foi encaminhado a um abrigo, onde permanece desde então.

A mulher foi presa hoje por ordem judicial. O tio, responsável pela criação do menino alega que não sabia dos crimes e que passava o dia trabalhando, mas ele também deve ser ouvido. 

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