A ex-presidente irá substituir o diplomata e economista Marcos Troyjo, parte da equipe do ex-ministro Paulo Guedes, na liderança do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB)
A ex-presidente Dilma Rousseff foi confirmada nesta sexta-feira (dia 24) como titular do banco do Brics — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Dilma foi a única candidata, com indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O mandato está previsto para durar até julho de 2025.
Dilma substitui o então presidente Marcos Troyjo — que atuava desde julho de 2020 e com indicação direta na gestão de Bolsonaro. Em nota, o Conselho do banco ressalta as realizações de Troyjo:
A ex-presidente receberá o salário mensal de cerca R$ 220 mil no mandato, que vai até julho de 2025. O banco dos Brics trabalha com o financiamento de obras e projetos de infraestrutura nos países que compõem o bloco de economias emergentes. A carteira de investimentos do banco é estimada em cerca de US$ 33 bilhões. Na presidência da instituição, a petista deverá estreitar as relações entre Brasil e China. Dilma não ocupa nenhum cargo público desde que sofreu um impeachment em 2016 por crime de responsabilidade fiscal. Formalmente, ela foi acusada de ter realizado “pedaladas fiscais”, prática do Tesouro Nacional de atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos e autarquias, a fim de melhorar artificialmente as contas federais. Em um contexto político turbulento, o país entrou em uma crise financeira em meio a seu processo de afastamento.
