Comunidade atingida por deslizamento de terra em Manaus era formada por venezuelanos

Amazonas Manaus

Oito vítimas, quatro eram de origem do país vizinho. Todos foram encontrados sob escombros, após o barranco deslizar sobre 20 casas, que ficavam na parte de baixo da comunidade.

A comunidade Pingo D’Água, atingida por um deslizamento de terra que matou 8 pessoas no domingo (12), na Zona Leste de Manaus, era formada em sua maioria por famílias venezuelanas. A informação é do governador Wilson Lima, que esteve no local.

Das oito vítimas, quatro eram de origem do país vizinho. Todos foram encontrados sob escombros, após o barranco deslizar sobre 20 casas, que ficavam na parte de baixo da comunidade.

A tragédia expõe uma situação de vulnerabilidade social vivida por comunidades carentes das zonas Leste e Norte de Manaus, que vivem em áreas de risco.

Além disso, o fato da metade das vítimas serem venezuelanas, coloca em evidência novamente um grupo social que, desde 2017, vive uma onda migratória para o Brasil, fugindo da crise política e humanitária vivida no país natal, e enfrenta vulnerabilidade social no Brasil.

“Cada dia que passa mais pessoas chegam à nossa cidade. Agora, por exemplo, com a vida dos venezuelanos, para se ter uma ideia, a maioria das famílias que estavam ali era venezuelanas. Isso acaba também se tornando um ônus para a prefeitura e também para o governo do estado”, disse o governador.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados da ONU (ACNUR), estima-se que cerca de 40 mil venezuelanos estejam no Amazonas. Somente em 2022, 10 mil foram atendidas pela ACNUR para realizar serviços de documentação, apoio ao acolhimento e referenciamento para diversos serviços, como assistência social e proteção.