Nova variante do Coronavírus é identificada no Brasil; Saiba como se prevenir

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Com o aumento no número de casos da Covid-19 no país, foi identificada no Rio de Janeiro, a BQ.1: nova variante do coronavírus.

De acordo com o Secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, a paciente diagnosticada na cidade é uma mulher de 35 anos, moradora da zona norte e sem sintomas graves.

“Ela já estava com as quatro doses da vacina, então os sintomas são leves e similares a infecções por outras variantes. A paciente não havia viajado, o que significa que essa variante já está causando transmissões localmente”, completa o secretário.

Dados do Ministério da Saúde, interpretados pelo infectologista Andre Lazzeri Cortez, aponta que entre as capitais, o Rio de Janeiro foi a que teve um maior número de casos nos última semana. Ao todo, foram 2202 pessoas infectadas. Em seguida, Recife aparece com 1333; Goiânia 611; Manaus 506 e São Paulo 479.

Em 20 de outubro deste ano, a variante já havia sido encontrada no Amazonas, segundo a Fiocruz do estado, fortalecendo a hipótese de que ela já circula por todo o país.

Recomendações

Especialistas recomendam estar com o calendário vacinal atualizado, incluindo as duas doses de reforço, para “blindar” o sistema imunológico.

“Vale lembrar que as infecções por covid-19 também implicam indiretamente em aumento na morbidade por doenças cardiovasculares, e sequelas que por vezes são irreversíveis”, diz o médico infectologista e professor da Unoeste Guarujá, Andre Lazzeri Cortez.

“A proporção de indivíduos suscetíveis na população influencia diretamente na transmissibilidade das novas subvariantes. Essa proporção pode variar pois a imunidade dos indivíduos, seja a induzida por infecção prévia, seja a resposta induzida por vacinas, decresce em poucos meses”, disse.

Além disso, é importante estar atento aos sintomas e se algo mais grave for notado, é importante or até uma unidade básica de atendimento para realizar os testes.

“Cuidado redobrado deve ser tomado no caso de gestantes, idosos, crianças de baixo peso, imunossuprimidos e portadores de comorbidades crônicas descontroladas”, recomenda Cortez.