Dois homens, que acusaram Michael Jackson de abuso sexual quando eram crianças, voltaram a abrir um processo contra o falecido cantor e a empresa que administra seu patrimônio. De acordo com uma nova decisão do Tribunal de Apelações da Califórnia, Wade Robson, de 40 anos, e James Safechuck, 45, terão seu dia no tribunal depois que os juízes Elizabeth Grimes, John Wiley e Victor Viramontes aceitaram a reabertura do processo, onde as empresas do falecido Rei do Pop podem ser responsabilizadas por qualquer suposto abuso que ele cometeu.
Nos documentos obtidos pela coluna “Page Six” do jornal “The New York Post”, afirmam: “Eles tinham todo o direito de esperar que os réus os protegessem do perigo totalmente previsível de serem deixados sozinhos com Jackson”.
Wade Robson processou o cantor em 2013, afirmando que Jackson abusou dele quando era apenas uma criança, especificamente a partir dos 7 anos de idade até os 14.
O ator Safechuck, de 45 anos, processou-o no ano seguinte, alegando que Jackson o havia preparado para o sexo quando ele apareceu pela primeira vez em um anúncio da Pepsi ao lado da estrela,
Em 2019, ambos contaram suas histórias no documentário “Leaving Neverland”, da HBO.
Agora as empresas do falecido Rei do Pop podem ser responsabilizadas por sua suposta má conduta.
Segundo a publicação, em 2017, os processos foram rejeitados pela primeira vez por um juiz, porém o governador da Califórnia, Gavin Newsom, assinou uma lei em 2020 dando àqueles que alegam abuso sexual infantil mais tempo para entrar com ações judiciais. Outro juiz rejeitou os casos novamente em 2021, com um juiz escrevendo na época que não havia “nenhuma evidência que apoiasse a alegação do autor de que os réus exerciam controle sobre Jackson”.
Tanto Wade Robson como James Safechuck buscam indenização.
A data do julgamento ainda não foi marcada. O caso está definido para avançar com uma audiência, a menos que os réus decidam levá-lo ao Supremo Tribunal, indica a coluna.
