Parte dos destroços do submersível Titan foram retirados do Oceano Atlântico nesta 4ª feira (28.jun). A embarcação implodiu com cinco passageiros durante uma expedição ao Titanic, a 3.800 metros abaixo da superfície.
Os pedaços do submarino de 6 metros de comprimento foram levados ao porto de St. John’s, em Newfoundland, Canadá, onde começou a viagem que terminou de forma trágica na última 5ª feira (15.jun).
As peças de fibra de carbono e titânio serão essenciais para as investigações que estão em andamento pela Guarda Costeira do Canadá, Estados Unidos e França.
O submersível Titan
O Titan é tecnicamente um submersível, e não um submarino como tem sido popularmente chamado, com reservas de energia limitadas e precisa de um navio de apoio na superfície para lançá-lo e recuperá-lo
O tempo para uma viagem até o Titanic leva cerca de 10 a 11 horas enquanto os submarinos podem ficar debaixo d’água por meses.
Fiel ao nome, o Titan pesa mais de 10 mil quilos e é feito de fibra de carbono e titânio, com recursos de segurança para monitorar a integridade estrutural da embarcação, de acordo com seu operador, a OceanGate Expeditions.
Há apenas um banheiro e não há assentos – com o máximo de cinco passageiros, eles devem sentar-se de pernas cruzadas no chão. Não há janelas, exceto a escotilha através da qual os passageiros veem o Titanic.
O Titan não possui GPS debaixo d’água, ele precisa se comunicar com sua nave-mãe por mensagens de texto, e o submersível é obrigado a se comunicar a cada 15 minutos, de acordo com o site arquivado da OceanGate Expeditions. A última comunicação entre a embarcação e o Polar Prince ocorreu às 11h47 desse último domingo.
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