O grande jornalista Arnaldo Jabor, morreu aos 81 anos em 15.fev.2022. Ele estava internado desde 16 de dezembro no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Jabor sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) e não se recuperou.
Jabor era cineasta e escritor. Em 1973, conquistou o Urso de Prata, no Festival de Berlim, e o Kikito de Ouro de Melhor Filme, no Festival de Gramado, por “Toda Nudez Será Castigada”. Também foi comentarista da TV Globo, a partir de 1991.
Participou dos principais programas jornalísticos da emissora carioca, incluindo Jornal Nacional e Jornal da Globo. Carioca, Jabor participou da 2ª fase do Cinema Novo, no final da década de 1960.
O movimento tinha como objetivo mostrar e analisar a realidade brasileira. Grande parte da obra de Jabor foi produzida durante a Ditadura Militar.
Foi a partir desse momento que Jabor se voltou para o jornalismo. Ele foi comentarista na TV Globo e cronista em jornais. Os temas que abordava eram variados de cinema e sexualidade a política, economia e filosofia. Como cineasta, Jabor deixa 9 filmes, entre ficções e documentários.
Em 2010, voltou ao cinema depois de 24 anos e fez o roteiro e dirigiu “A Suprema Felicidade”, filme nacional que foi bem-recebido em festivais nacionais e internacionais. O jornalista publicou 8 livros ao longo de sua carreira e foi cronista, comentarista e colunista de jornais brasileiros por 3 décadas.
